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VOCÊ SABIA?
EMBALAGENS DE VIDRO

Os vidros mais
comuns em embalagens são do tipo silicatos soda-cal, produzidos com
matérias-primas amplamente disponíveis como areia, barrilha e calcário (CaCO3).
Características
O vidro oferece
resistência mecânica, resistência química e resistência ao choque
térmico, características que permitem vários tratamentos de
pré-embalagem. O vidro oferece grande resistência à tração, entre 4 e 10
kgf/mm2 .
Trata-se de uma matéria-prima que suporta quase todos os
químicos em temperaturas normais, com exceção do ácido fluorídrico usado
para fosqueaçào. Além disso, é higiênico, asséptico e proporciona alta
inércia química, ou seja, as reaçòes químicas levam muito tempo para
acontecer, o que garante maior preservação das características originais
do conteúdo embalado.
Evolução técnica
AA redução de peso das embalagens e o emprego do processo
prensado soprado também estão entre as principais evoluções do setor. O
frasco Pluma de 250 ml sofreu uma redução de peso de 26%, distribuindo
melhor o vidro em toda a massa. Em 1985, o Pluma pesava 135 gramas
mantendo os mesmos valores de resistência.

O vidro Asolvex,
empregado na produção de frascos para plasma, que apresenta baixo teor
de alumina, evita a migração do produto para a solução farmacêutica.
De fora, vêm importantes inovações. A siliconização dos frascos,
técnica ainda realizada somente pela Saint-Gobain, na França, protege a
solução envasada de possíveis interferências em função de composições do
vidro. Além disso, este processo acaba com a porosidade e permite o uso
completo do produto.
A grande versatilidade da embalagem de vidro também proporcionou
mudanças significativas no campo de marketing, uma vez que ela
incorporou inúmeras formas, cores, tamanhos, efeitos (opacos,
metalizado, fosco, etc) e agregar valor ao produto no ponto-de-venda. A
Além disso, trata-se de uma matéria-prima que admite todo o tipo
de tonalidades, qualidade também muito importante, pois há produtos
particularmente sensíveis à luz e que necessitam proteção proporcionada
por um filtro.
A embalagem de vidro e o meio
ambiente
O vidro pode ser reciclado infinitamente, sem perda da qualidade
ou pureza do produto. Uma garrafa de vidro gera outra exatamente igual,
independentemente do número de vezes que o caco vai ao forno para ser
reciclado.
A produção a partir do próprio vidro também reduz o consumo de
energia e emite menos resíduos particulados e CO2, o que contribui
significativamente para a preservação do meio ambiente.
Reciclagem do vidro:
1 kg de vidro quebrado = 1 kg de
vidro novo
Outro aspecto relevante no processo de reciclagem de vidro é o
menor descarte de lixo, reduzindo os custos de coleta urbana e
aumentando a vida útil de aterros sanitários. Essas vantagens fazem com
que a embalagem de vidro seja ímpar, oferecendo aos seus utilizadores a
combinação ideal de vantagens funcionais, com perfil positivo no plano
ambiental e na proteção da higiene e da saúde.
A reciclagem do vidro ganhou força nos dois últimos anos com os
grandes investimentos feitos pela Associação Técnica Brasileira das
Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro) para promover e estimular o
retorno da embalagem de vidro descartável como matéria-prima.
A ação da entidade para reciclagem apóia-se na associação de
programas de logística com programas de educação ambiental e cidadania.
São eles: “Reciclando Vidro em meu Município”; “Seja nosso parceiro
industrial”, que totaliza a participação de 500 estabelecimentos
envolvidos no país; “Vidro é Viver”; “Vidro é Comida”, implantado na
comunidade da Mangueira, no Rio de Janeiro; e “Verão Vidro” em parceria
com a Companhia Industrial de Vidros- CIV, de Recife (PE).
Anualmente, o mercado brasileiro de reciclagem movimenta
aproximadamente 50 milhões de reais. Hoje o nível de reciclagem no país
é alto: a indústria utiliza cerca de 44% de caco de vidro como
matéria-prima.
No ano passado, de 887000 toneladas de vidro produzidas, 390000
toneladas foram recicladas. Até o final de 2003, o índice de crescimento
deve ficar entre 6 a 8%.


Vidro X Plástico para garrafas
A indústria vidreira, que por alguns anos manteve uma posição
tranqüila devido à relação unívoca “comemoração/ cerveja/ garrafa” agora
sente-se ameaçada (1999).
A Abip – Associação Brasileira da Indústria de Panificação e
Confeitaria afirma que as padarias escoam 80% da produção de cervejas em
garrafas de 600 ml. Em contrapartida, as embalagens one way, ganham
espaço nos pontos de venda.
Fato 1
Calcado na justificativa de preservação ambiental, tramita no
Congresso um polêmico projeto de lei 2272/96 de autoria do ex-deputado
catarinense José Carlos Vieira, cujo atual relator é o deputado paulista
Ricardo Izar.
A intenção inicial era a limitação das embalagens de vidro
descartáveis para cervejas, a fim de evitar o acúmulo de resíduos
sólidos urbano. Porém, após várias emendas, ele tenta “limitar a
utilização e produção tanto das long neck como também das latinhas,
ambas com grande tendência a ampliar sua participação no mercado”.
O Sindcerv manifesta-se favorável, visando incentivar o uso de
embalagens retornáveis, pois entende que “a garrafa de 600 ml, tem vida
útil de 6 a 7 anos. Isto, significa poupança de energia, de matéria
–prima, e redução do custo final do produto.” A única preocupação foi
a de garantir um percentual alto de preservação das garrafas de vidro
para cervejas, estabelecendo uma limitação quantitativa de 20% para as
garrafas de cervejas, afirmando que no Brasil este percentual não chega
hoje a 3%.
Hoje dentro do setor de cerveja 78% já é retornável. Nos últimos
3 anos foram investidos em torno de US$200 milhões em modernização das
indústrias para atender a demanda do mercado de garrafas descartáveis.
Fato 2
Embalagens PET que oferecem shelf life de até 6 meses para a
cerveja.
A nova tecnologia apresentada na Interpack, Alemanha patenteada
pela Sidel é o ACTIS (Tratamento da Superfície Interna por Carbono
Amorfo).
Com esse sistema a garrafa, após soprada, é transferida em linha
para a máquina ACTIS20, cujo primeiro modelo possui 20 estações e produz
10 mil unidades/hora.
A embalagem PET soprada é inserida em uma unidade cilíndrica com
vácuo. O gás acetileno é injetado na garrafa que recebe um tratamento
similar ao microondas, passando daí para o estado de plasma. Naquele
instante ocorre a quebra das moléculas, as quais, em movimento e
submetidas à baixa temperatura, irão aderir ao interior da garrafa.
Distribuída uniformemente, forma-se uma camada finíssima, o que equivale
a 0,1 mícron.
O processo aumenta em 7 vezes a barreira ao gás carbônico, 30
vezes ao oxigênio e 6 vezes a barreira aos acetaldeídos numa garrafa
100% PET.
Ele pode ser aplicado para todo o tipo de embalagem PET.
A garrafa soprada, e submetida ao tratamento ACTIS podem sair
direto para o enchimento ou ser armazenada e distribuída as envasadoras
Grisi,
A superioridade desta tecnologia está na estabilidade da
garrafa, visto que as multicamadas quando amassadas sofrem a descamação.
Para tentar driblar o problema, foi adotado um sistema no qual as
camadas intermediárias trazem colas, mas, trata-se de um processo que
encarece o seu custo final.
A Sidel dispõe de equipamentos para a produção de garrafas de
600 ml. O molde para embalagens de 1 litro estará disponível no 2o
semestre/99, e em breve a empresa promete a tecnologia para 1,5 l.
Vedação: tampas plásticas, de rosca em alumínio, e também
vedantes do tipo EVOH, MDX-6 ou mesmo corona.
Garrafa de vidro para este segmento tende a cair!
Enquanto o PET e vidro disputam posição a lata está em festa:
As 5,5 bilhões de embalagens de cervejas e refrigerantes
recicladas no país equivalente a 65% do montante vendido em 1998, é
motivo de comemoração para a Abal – Associação Brasileira da Indústria
de Alumínio
Mas o fiel da balança poderá cair, se as latas de aço
tornarem-se nos próximos anos uma opção viável para o envase de bebidas.
A preferência pelo aço deve-se a maior resistência da embalagem
durante o transporte, aspecto que favorece a exportação.
A Metallic em parceria com a Cia Siderúrgica Nacional põe a
prova a primeira lata de 2 peças em aço para bebidas. A experiência
ocorreu com a cerveja Belco envasada na embalagem comemorativa da CSN.
.
Vodca em embalagem de PVC
Desde o final de 1996, a vodca Walesa está chegando ao mercado
em garrafas plásticas de PVC, com expectativa de ampliação do volume de
vendas. Fabricante: Agropecuária Grande Sul (que já havia lançado a
Caninha Sete Campos de Piracicaba em embalagens de PVC) .
A mudança foi motivada por vários fatores, entre eles o
financeiro, pois o vidro requer muito investimento, pois necessita um
controle rigoroso de retorno de embalagem
A garrafa de vidro pesa de 1litro pesa 800 g; 2 litros de PET
pesam 50 g.
F I M.