SOS QUÍMICA - O SITE DO PROFESSOR SAUL SANTANA.
ARTIGOS & TESTOS.
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O volume de lixo produzido no mundo aumentou três vezes mais do que a população nos últimos 30 anos. A proliferação de embalagens descartáveis e a cultura do consumo e do desperdício já são responsáveis pelo despejo de 30 bilhões de toneladas de resíduos sólidos no planeta todos os anos. Somente nos Estados Unidos, cada cidadão descarta anualmente o equivalente a dez vezes o seu peso em resíduos domésticos - o que inclui 90 latas de bebidas, 107 garrafas e frascos, 45 quilos de plástico e 70 latas de alimentos. Além da falta de espaço para armazenar adequadamente essa montanha de sujeira - o que por si só já é de tirar o sono -, a produção descontrolada de lixo traz conseqüências desastrosas ao ambiente e à saúde pública. É por esse motivo que, no mês em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, GALILEU preparou um material especial sobre algumas das principais soluções para resolver esse problema ambiental que não pode mais ser varrido para baixo do tapete. |
Cada brasileiro produz cerca de um quilo de lixo por dia. São mais de 125 mil toneladas de restos de comida, embalagens e outros resíduos descartados diariamente no país. E o que é pior, mais de 76% acaba em lixões, contaminam o solo, a água e espalham doenças. Ainda que a falta de destino adequado para os resíduos seja um problema grave no Brasil, diminuí-los é a meta número um, em qualquer lugar.
Só há uma saída: reduzir, reutilizar e reciclar. São os 3R. "Diminuir o problema na sua origem deve ser um procedimento permanente. Mas a medida mexe com o comportamento das pessoas e de toda a cadeia produtiva", diz Eduardo Castagnari, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Um bom começo seria diminuir os resíduos orgânicos, que somam mais de 50% do lixo doméstico nacional. Todos os anos 14 milhões de toneladas de alimentos são descartadas, devido a procedimentos inadequados em toda a cadeia produtiva, segundo o Ministério da Agricultura.
Outro vilão são as embalagens, que chegam a 45% do volume do lixo nas grandes cidades, segundo levantamento da ONG Instituto Akatu pelo Consumo Consciente. Por melhor que seja a boa vontade do consumidor, fica difícil evitá-las, já que os vidros retornáveis e alimentos a granel praticamente sumiram dos supermercados.
Quanto à hierarquia dos 3R, o único que tem o consenso dos diversos especialistas no assunto é o primeiro. "Em alguns casos, o custo ambiental (consumo de matéria-prima, energia e água) de reutilizar é maior do que o de reciclar", diz André Vilhena, diretor executivo da ONG Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre).
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De volta à origem Cerca de 30% do que colocamos na lixeira pode virar matéria-prima. As vantagens são ambientais e econômicas
Metal
Vidro
Plástico
Papel
Fonte: Cempre |
Já a socióloga Elisabeth Grimberg, da coordenação do Fórum Lixo e Cidadania da Cidade de São Paulo, é taxativa. "É preciso de uma política nacional que institua metas para a volta dos retornáveis. Não tem sentido continuar gerando latas de alumínio e garrafas plásticas. Oque está em jogo são as fontes de matéria-prima ", rebate.
De qualquer forma, pelo menos em casa vale a pena investir primeiro na reutilização. O hábito de guardar os copos de requeijão no armário pode se estender a mais produtos. Dos óbvios, como usar os dois lados do papel de impressão, aos mais engenhosos, como transformar garrafas plásticas em vasos e jornal velho em origami.
A reciclagem, apesar de também gerar resíduos e exigir grande investimento, é o melhor destino para 30% dos detritos que acabam em lixões e aterros. "O Brasil poderia economizar US$ 10 bilhões por ano se reciclasse os resíduos domiciliares", calcula o economista Sabetai Calderoni, diretor-executivo do Instituto de Ciência e Tecnologia em Resíduos e Desenvolvimento Sustentável (ICTR) ".
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Os diversos destinos do lixo
Lixão - É o pior destino para os resíduos sólidos urbanos. Depositados em terrenos a céu aberto, sem medidas de
proteção ao meio ambiente ou à saúde pública.
Reciclagem - Trata os resíduos sólidos como matéria-prima. Entre as vantagens do método estão a diminuição da quantidade de lixo enviada a aterros, da extração de recursos naturais, do consumo de energia e da poluição. Também contribui para a limpeza da cidade, conscientização ambiental e geração de empregos. Apesar de ser o melhor método, a reciclagem gera resíduos, alguns poluentes Aterro sanitário - Método mais avançado de disposição de resíduos no solo. O lixo é colocado em valas forradas com lonas plásticas, compactado várias vezes por um trator e recoberto por uma camada de terra, para evitar a proliferação de insetos. Os gases e o chorume resultantes da decomposição dos resíduos orgânicos são coletados e tratados para não causar mau cheiro e contaminação dos lençóis freáticos. O problema é que os aterros têm um determinado tempo de vida útil, ao fim do qual devem ser desativados Aterro controlado - Os resíduos são depositados no so-lo e recobertos com material inerte (terra ou entulho). Apesar de minimizar os impactos ambientais, o método também polui. A falta de impermeabilização da base do solo compromete a qualidade das águas subterrâneas. Também não há tratamento do chorume nem dos gases produzidos Incineração - A queima em temperaturas acima de 900 ºC é uma das maneiras de tratar alguns resíduos urbanos, como o hospitalar, alimentos estragados e remédios vencidos. O método reduz a quantidade de lixo destinado aos aterros e gera energia elétrica. Mas o processo produz cinzas tóxicas, que devem ser depositadas em aterros especiais. Também lança gases poluentes na atmosfera, que podem causar graves doenças, como câncer
Compostagem - É a forma de tratar os materiais orgânicos descartados. O resíduo é decomposto e o produto resultante pode ser misturado à terra. Isso aumenta sua capacidade de reter água, favorecendo o crescimento das plantas. O método diminui o volume do lixo destinado a aterros sanitários, aumentando sua vida útil. A comercialização do composto é limitada pelo custo do transporte |
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Nem só de restos de comida e embalagens é composto o lixo residencial. Embora presentes em menor quantidade, alguns resíduos que colocamos na lixeira contêm substâncias tóxicas. Por isso merecem cuidado especial. É o caso das pilhas, baterias de celular, alguns tipos de lâmpadas, remédios, tintas, embalagens de inseticida e materiais de limpeza (veja no quadro "Cuidado: material tóxico" como descartá-los). As lâmpadas fluorescentes, por exemplo, contêm metais pesados, como o mercúrio, que se ingerido ou inalado causa graves lesões no sistema nervoso. Quando descartadas indevidamente, seu vidro é quebrado e a substância tóxica liberada. A agravante é que mais de 30 milhões de lâmpadas são descartadas anualmente no Brasil, segundo a ONG Cempre. Se o potencial tóxico de alguns desses resíduos por si só já é motivo de preocupação, some-se o fato de que somente 10% dos municípios brasileiros possuem aterros sanitários. Isso significa que a maioria deles acaba em lixões ou - na melhor das hipóteses - em aterros controlados (nos quais os resíduos ficam em contato direto com o solo). É por esse motivo que os conselhos de meio ambiente estão solicitando a revisão das normas do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) sobre o descarte de pilhas e baterias de celular. Elaborada em 1999, uma resolução do Conama estabelece os teores de cada um dos metais tóxicos presentes nesses produtos (como chumbo, cádmio e mercúrio). Também determina que fabricantes, importadores e rede autorizada os recebam ao final da vida útil e os descarte adequadamente. Essa resolução não tem surtido o efeito de obrigar as empresas a recolher esses resíduos, explica Zilda Veloso, coordenadora de Qualidade Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Firmas não recolhem pilhas Como a quantidade de metais tóxicos presentes nas pilhas e baterias vendidas no Brasil está dentro dos limites estabelecidos pela resolução, esses materiais podem ser descartados no lixo comum. De onde, teoricamente, iriam para aterros sanitários. "Mas, na prática, esses produtos acabam em lixões, ameaçando o ambiente e a saúde pública", esclarece. O maior problema é em relação ao descarte das pilhas.
Esses materiais não são recebidos pelos produtores ao final da vida útil. Já
a maioria dos fabricantes e importadores de celulares, apesar da falta de
uma legislação rígida, acabou se responsabilizando pelo destino final das
baterias inutilizadas. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica
e Eletrônica (Abinee), todos os seus asso- A Motorola e a Nokia, por exemplo, mantêm urnas especiais para depósito de baterias nos postos de serviço autorizado e em lojas de operadoras de telefonia celular. As baterias são enviadas para empresas de reciclagem no exterior, que recuperam os metais e componentes - o aço e o níquel transformam-se em aço inoxidável e os plásticos são incinerados para geração de energia elétrica.
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Divulgação |
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Ameaça pública |
Apenas 28% das quase 3 milhões de toneladas de resíduos industriais geradas anualmente no Brasil recebem tratamento adequado. O restante acaba em lixões ou em aterros clandestinos, contaminando o solo, a água e ameaçando a saúde pública.
O estrago pode ser ainda maior, já que não há levantamentos precisos sobre o tema no Brasil. "Esse número se refere apenas aos resíduos gerados pelas empresas ligadas à Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos, que são 14", explica Diógenes Del Bel, diretor-executivo da Abetre.
Uma idéia da real dimensão do problema pode ser exemplificada pelos casos apresentados no relatório intitulado "Crimes Ambientais Corporativos no Brasil", divulgado pelo Greenpeace no ano passado.
O documento aponta 17 áreas contaminadas por resíduos industriais em diferentes regiões do país. Entre os desastres ambientais relatados estão o provocado por uma fábrica de baterias de automóveis que contaminou o solo e o ar por chumbo na região de Bauru, interior de São Paulo. Mais de 80 crianças que moram num raio de um quilômetro da empresa foram contagiadas. No Município de Formiga, em Minas Gerais, foram encontradas cerca de 40 mil toneladas de sucata industrial descartadas ilegalmente em sítios e terrenos da região por diversas empresas.
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Lixão tropical para pneus importados
Como se não bastassem os 100 milhões de pneus usados existentes no Brasil, o país ainda corre o risco de ter que descartar pneus velhos importados. A origem do problema está em uma falha de redação na resolução do Conama que trata de pneus inutilizados. "Como o texto não estava claro, as empresas importavam grandes quantidades de pneus usados por meio de liminares", explica Marijane Vieira Lisboa, diretora da Secretaria de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente. Para resolver o problema, o Conama elaborou uma nova resolução. Mas antes que ficasse pronta, foi publicado um decreto que multava a entrada de pneus usados, inclusive os reformados, que antes podiam ser importados. "Como o decreto é superior à resolução, foi criado um impasse. Para resolvê-lo, o texto do Conama será alterado. Mas só irá valer a partir de 2004", explica Marijane. Até lá, os pneus velhos continuam entulhando aterros e lixões brasileiros. O descarte de pneus nesses locais é proibido por lei, devido a riscos ambientais e à saúde. Entre os problemas estão o assoreamento de rios e lagos, perigo de incêndio e proliferação de insetos. Quando queimados a céu aberto, liberam gases poluentes, como enxofre. Apesar de ser uma alternativa cara, a reciclagem é o melhor destino para os pneus velhos, que podem ser aproveitados para obter energia, em projetos de construção civil e fabricação de pilhas de composto orgânico. |
4 mil solos contaminados
Um outro levantamento, produzido pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo (Cetesb) em 2001, mapeou os depósitos ilegais de resíduos industriais no Estado. Foram descobertas 98 áreas na Grande São Paulo, além de 267 locais sob suspeita e 114 potencialmente poluídos. Algumas estimativas indicam que há cerca de 4 mil solos contaminados em todo o país.
Segundo a última Pesquisa Nacional de Saneamento Básico do IBGE, divulgada em 2002, apenas 551 dos 5.475 municípios brasileiros controlam a disposição dos resíduos industriais . "Os responsáveis pelo destino desse lixo são as próprias empresas. Como não há legislação que obrigue as indústrias a declarar a quantidade de resíduos que geram e tratam, fica difícil evitar que o material tóxico vá parar em locais irregulares", explica o economista Sabetai Calderoni, diretor-executivo do Instituto de Ciência e Tecnologia em Resíduos e Desenvolvimento Sustentável (ICTR).
O ICTR elaborou uma proposta de lei de responsabilidade ambiental com o objetivo de gerar essas informações e facilitar o acesso a elas. A idéia é que as empresas preencham declarações anuais sobre a quantidade de materiais produzida, a natureza e o volume dos resíduos gerados e o destino dado a cada um deles, inclusive o nome e o registro da empresa que coletou o lixo.
As empresas de tratamento também deverão declarar a quantidade de resíduos recebidos (e de quais indústrias) e o destino dado a eles. A proposta também estabelece que os órgãos ambientais de cada Estado entreguem relatórios anuais sobre os solos contaminados conhecidos no primeiro dia do ano e as providências tomadas. "Com essas informações, o governo federal poderá fazer relatórios anuais sobre o estado do meio ambiente e elaborar um plano nacional de resíduos industriais", conclui Calderoni.
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Venenos espalhados pelo Brasil
Fonte: Sebastião Roberto Soares, Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFSC e Greenpeace |
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Serviços de coleta insuficientes, resíduos depositados em lixões a céu aberto e milhares de pessoas vivendo da coleta de rejeitos nesses locais. Esse é o panorama da situação do lixo no Brasil, segundo a última Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), divulgada pelo IBGE no ano passado. Os destinos das cerca de 125 mil toneladas de resíduos urbanos produzidas no país são os lixões (76%), aterros controlados (13%), aterros sanitários (10%), compostagem (0,9%) e incineração (0,1%). A reciclagem desapareceu nos dados oficiais - baseados em questionários respondidos pelas prefeituras. Mas a estimativa é de que cerca de 5% dos resíduos urbanos sejam reciclados. O número modesto se deve principalmente ao trabalho dos mais de 500 mil catadores que vivem da coleta e venda de materiais recicláveis (veja no quadro os números da reciclagem no Brasil). A coleta seletiva é praticada em 451 municípios brasileiros (de um total de 5.475), segundo os dados oficiais. Apesar de baixos, esses números parecem bem otimistas. Um levantamento realizado pela ONG Cempre, no ano passado - baseado em visitas aos locais -, contabilizou 192 municípios com serviço de coleta seletiva. Apesar de destoantes, as duas pesquisas coincidem quanto às concentrações de coleta seletiva nas regiões Sudeste e Sul do país. Os destaques são as cidades de Curitiba e Porto Alegre, nas quais 100% dos bairros são atendidos por esse tipo de serviço.
Falta lei de resíduos no país Não é só o destino dos resíduos domiciliares que está com problemas. Outros temas fundamentais à manutenção do meio ambiente e da saúde pública, como a disposição dos resíduos industriais, hospitalares e a responsabilidade pós-consumo das empresas pelas embalagens de seus produtos, também não estão devidamente regulamentados. "A necessidade de implantar no Brasil uma política nacional de resíduos sólidos é urgente e não pode mais ser adiada", conclui a socióloga Elisabeth Grimberg, da coordenação do Fórum Lixo e Cidadania da Cidade de São Paulo.
A discussão das leis nacionais sobre o tema já se arrasta por mais de dez anos. Em 2001, foi criada a Comissão Especial de Resíduos Sólidos na Câmara dos Deputados para analisar os 74 projetos de lei em tramitação desde 1991. Com a participação de diversos setores da sociedade foi elaborado um texto final e em 2002 foi concluído o projeto. Entre as propostas do documento estão a classificação dos resíduos quanto à origem (industrial, saúde etc.) e natureza (perigosos ou não), suas formas de gerenciamento, atribuição de responsabilidades pelo destino final e estabelecimento de política de incentivos fiscais para a reciclagem. Como o projeto de lei não foi votado no ano passado e seu relator, o ex-deputado federal Emerson Kapaz, não se reelegeu, será preciso começar do zero. A elaboração do novo projeto e sua votação deverão ser concluídas ainda este ano, segundo Elisabeth (veja no quadro da pág. ao lado algumas das principais propostas apresentadas no Fórum Social Mundial, em janeiro). |
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Daniel das Neves |
Diminuir a quantidade de lixo gerada e encontrar soluções adequadas para eliminar o que não tem mais jeito é uma preocupação global. Em países industrializados, como os da Europa e Estados Unidos - onde o acúmulo de sujeira acompanha o ritmo acelerado de produção e consumo -, o problema chegou no limite.
Nos Estados Unidos, a produção de resíduos sólidos mais que duplicou nos últimos 40 anos (passando de 88 milhões para mais de 232 milhões de toneladas por ano), segundo a Agência de Proteção Ambiental do país (EPA). A União Européia estima que em seus países membros a produção de resíduos deva aumentar em 45% até 2020 - o lixo tecnológico é um dos que mais crescem, podendo dobrar nos próximos 12 anos.
A urgência em diminuir a montanha de entulho colocou esses países entre os primeiros a implantar políticas nacionais de coleta seletiva e reciclagem de resíduos sólidos (veja no quadro ao lado algumas iniciativas bem-sucedidas em países da Europa). A União Européia estipulou uma meta de reduzir o despejo final de lixo em 20% (com base nas quantidades de 2000) até 2010 e em 50% até 2050.
Para atingi-la adotou algumas medidas prioritárias. A prevenção do desperdício, incentivando a indústria a fabricar produtos e serviços que gerem menos lixo - e os consumidores a escolher esses produtos. O princípio de que "o poluidor paga", transferindo ao gerador dos resíduos os custos para tratá-los. As substâncias perigosas são identificadas e os produtores responsáveis pela coleta, tratamento e reciclagem do lixo gerado pelos seus produtos. Por fim, o princípio da proximidade, pelo qual o lixo deve ser tratado o mais perto possível da sua fonte.
Entre as providências já tomadas pelos países membro estão a criação da etiqueta ecológica para ajudar os consumidores a identificar produtos "verdes", ou ecologicamente corretos; medidas para reduzir em 65% o despejo de lixo biodegradável em aterros sanitários de 2006 a 2016, além de programas de coleta seletiva de sucesso em toda a Europa.
Japão recicla 50%
Nos Estados Unidos e no Japão também há iniciativas bem-sucedidas na área de reciclagem, tanto por parte do governo, como das empresas, ONGs e da própria população. O Japão é o país líder em reciclagem, com 50% do total dos resíduos reaproveitados, segundo relato do livro "Os Bilhões Perdidos no Lixo". Não há lixões no país, que despacha a sujeira para seus vizinhos, que cobram pelo serviço.
Em 1999, a reciclagem e a compostagem evitaram que 64 milhões de toneladas de resíduos acabassem em aterros nos EUA. O índice de reciclagem no país praticamente dobrou nos últimos 15 anos e hoje chega a 28%, de acordo com a EPA. Na cidade de Nova York, que fechou seu único aterro sanitário em 2001, o índice de reciclagem de resíduos é de 18%.
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Inovações do Velho Mundo AUSTRIA Os aterros teriam o prazo de um ano para reduzir a 5% a quantidade de material orgânico armazenado. Também foi estipulada uma taxa para os aterros que não adquirissem os equipamentos necessários ao tratamento dos resíduos depositados (além da taxa já existente, que varia conforme a natureza do resíduo). A quantidade de resíduos sólidos depositada em aterros sanitários passou de 63% para 32% do total de lixo gerado no país. Atualmente, somente 20% dos rejeitos orgânicos são depositados em aterros DINAMARCA ALEMANHA GRÉCIA REINO UNIDO Fonte: Agência Ambiental Européia |
Você também pode ajudar a diminuir a produção de lixo
Fonte: Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA)
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Teste Você sabe o que fazer com o lixo? Fonte: André Vilhena, diretor-executivo do Cempre |
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Cooperativas que recebem materiais recicláveis |
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ASSOCIAÇÃO DOS COLETORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS
COORPEL ASMAC COOPERSUL ASCAMARE COOPREC Cooperativa 100 Dimensão Sociedade Recicladora Pirambu Cooperativa de Reciclagem de Material e de Proteção
ao Meio Cootramar outros endereços no site www.cempre.org.br. |
Para ler
Para navegar
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Você sabe o que fazer com o lixo?
1. Quais resíduos domésticos não podem ser reciclados?
a) garrafas PET, folhas de caderno e latas de alumínio
b) embalagens longa vida, latas de ferro e papelão
c) papel higiênico, guardanapo e papel-carbono
2. A maior parte do lixo brasileiro é formada por.
a) latinhas de cerveja
b) restos de alimentos
c) embalagens de papelão
3. Qual é o melhor destino para o lixo orgânico?
a) reciclagem
b) compostagem
c) incineração
4. Para separar embalagens recicláveis é preciso
a) colocá-las em lixeira separadas
b) lavá-la antes de colocá-las em lixeiras
c) colocá-las junto com os alimentos
5. O "R3" significa
a) reduzir, reutilizar e reciclar
b) repor, recauchutar e raspar
c) rasgar, reciclar e reduzir
6. Como descartar baterias de celular?
a) lixo comum
b) compostagem
c) devolver aos fabricantes
7. O responsável pelo lixo industrial é
a) a prefeitura
b) o Estado
c) a própria empresa
8. O responsável pelo lixo urbano (residencial e comercial) é:
a) a prefeitura
b) o Estado
c) a União
9. O melhor destino para pneus inutilizados são
a) aterros sanitários
b) queima a céu aberto
c) reaproveitamento da borracha e produção de energia
10. A maior parte dos resíduos sólidos produzidos no Brasil é destinada a:
a) lixões a céu aberto
b) reciclagem
c) aterros sanitários
11. O lixo proveniente de equipamentos elétricos e eletrônicos na Europa aumenta
a) dez vezes mais do que o lixo municipal
b) três vezes mais que o lixo municipal
c} na mesma proporção que o lixo municipal
12. A quantidade anual de lixo produzida no mundo é
a) 30 milhões de toneladas
b) 30 mil toneladas
c) 30 bilhões de toneladas
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RESPOSTAS.
1-c 2-b 3-b 4-b 5-a 6-c 7-c 8-a 9-c 10-a 11-b 12-c .
FIM.